Prefeitura de SP assina decreto para exigir padrão de qualidade de empresas para tapar buracos


Bruno Covas também afirmou que cumpriu meta de atender 38 mil reclamações da população sobre buracos; nova fila já está em 20 mil. O prefeito Bruno Covas (PSDB) assina decreto nesta quinta-feira (16)
Marina Pinhoni/G1
A Prefeitura de São Paulo assinou nesta quinta-feira (16) um decreto que exige um padrão de qualidade para concessionárias que realizarem serviços de tapa-buraco nas ruas da capital. A administração também afirmou que cumpriu a meta de atender, em 40 dias, os 38 mil pedidos da população para a cobertura de buracos nas vias.
De acordo com o secretário das Subprefeituras, Alexandre Modonezi, foi constatado que quase todas das reclamações de serviços de tapa-buraco mal feitos são de responsabilidade das concessionárias.
“Recebemos 4,3 mil reclamações de serviços mal feitos. Checamos todas e constatamos que 96% eram de concessionárias. Com o decreto, [a empresa] vai ter que informar onde está fazendo o buraco. Sabendo quem é o dono do buraco, a gente vai conseguir penalizar as empresas. Elas também vão ter que recolher amostras para saber se estão seguindo as normas técnicas”, afirmou.
A multa para a empresa que não realizar o serviço corretamente será de R$ 2 mil por cada m².
Buraco em rua de São Paulo
Reprodução/TVGlobo
Operação tapa-buraco
O prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou que cumpriu a meta estipulada no dia 7 de abril de atender, no prazo de 40 dias, a todas as 38 mil reclamações de buracos feitas pela população através do telefone 15, que estavam acumuladas. No entanto, como novas solicitações foram feitas no período, a fila não foi zerada. Ela está agora em 20 mil.
“Assumimos o compromisso de atender essas 38 mil solicitações em 40 dias. O prazo termina amanhã e hoje a gente anuncia que todas foram atendidas. Durante o período de 7 de abril a 13 de maio, 23 mil novas solicitações foram feitas. Dessas 23 mil, já atendemos 3 mil. Portanto, o estoque que era de 38 mil caiu para 20 mil”, disse Covas.
De acordo com o prefeito, cada reclamação não corresponde necessariamente a um buraco, já que mais de uma pessoa pode reclamar sobre o mesmo problema. As 38 mil queixas levaram a Prefeitura a tapar 28 mil buracos na cidade.
Covas também prometeu diminuir o prazo máximo para atendimento das queixas de 45 para 10 dias. “A gente trabalha com a meta de chegar até o fim do semestre, até o fim de junho, com um prazo máximo de 10 dias para fazer o atendimento a uma solicitação do 156.”
300 buracos novos por dia
A prefeitura estima que 300 novos buracos sejam abertos por dia na capital. Bruno Covas admitiu que o serviço de tapa-buraco não é suficiente para garantir a qualidade do asfalto.
“O serviço de tapa-buraco é paliativo. O que resolve mesmo é o recape na cidade. Em 2017 e 2018, nós investimos R$ 300 milhões em recape. E vamos investir em 2019 e 2020 mais R$ 400 milhões. Se esse volume for mantido, talvez daqui a 20 anos a gente possa ter um viário melhor. Nós estamos falando de mais de 17 mil quilômetros de vias na cidade, não há como em uma gestão gastar bilhões para recapear a cidade como um todo.”
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