Polícia Federal faz nova operação contra desvios na UFSC

A Polícia Federal realiza, na manhã desta quinta-feira, a operação Torre de Marfim, que investiga desvios de verbas em contratos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Noventa policiais cumprem catorze de busca e apreensão e seis de condução coercitiva em Florianópolis e Balneário Camboriú e apuram delitos em contratos de projetos que somam 300 milhões de reais entre 2010 e 2017.

“Dentre as irregularidades, os investigadores encontraram indícios de contratações de serviços sem licitação prévia, pagamentos realizados a empresas pertencentes a gestores de projetos, que estariam vinculadas a servidores da universidade ou das fundações de apoio e até mesmo pagamentos efetuados a empresas fantasmas”, informa a PF em nota. A investigação desta quinta-feira não está relacionada à operação Ouvidos Moucos, que, em setembro, prendeu e afastou o ex-reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier de Olivo.

Contestada pela sua atuação na universidade após o suicídio de Cancellier no começo de outubro, a Polícia Federal ressalta que a operação tem como alvo irregularidades que, antes de serem levadas ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Poder Judiciário, “foram auditadas pelos órgãos de controle CGU e TCU. As auditorias geraram recomendações solicitando a correção de práticas administrativas que poderiam levar ao mau uso do dinheiro público, o que não foi atendido pelos administradores”.

O órgão também aponta que a Federal de Santa Catarina, maior universidade pública do estado, é também a “recordista em recomendação para correção de irregularidades”, em levantamento atribuído à Controladoria-Geral da União (CGU). Seriam 120 recomendações, “o dobro do segundo colocado”. Os investigados responderão por crime licitatório, peculato, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa.

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