Perícia inicial: fogo em CT do Flamengo partiu de curto em ar-condicionado

A perícia inicial realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro constatou que o incêndio no Ninho do Urubu, CT do Flamengo, começou após um curto-circuito no ar-condicionado do alojamento seis, ocupado por atletas da base do clube. As informações são do jornal O Globo.

Ouvido pela publicação, o engenheiro civil e ex-conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) Antonio Eulalio Pedrosa Araujo, declarou que todos os aparelhos de ar-condicionado estavam ligados em série, aparentemente sem disjuntores que poderiam desligar cada unidade no caso de sobrecarga.

A perícia ainda avalia se o material utilizado para revestir os contêineres contribuiu para o fogo se alastrar rapidamente. O Flamengo e a NHJ do Brasil, empresa responsável pelas estruturas, admitem a presença de poliuretano, considerado inflamável, mas declaram que havia tecnologia antichamas nos alojamentos.

Neste domingo, o Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, no centro do Rio de Janeiro, acabou de concluir a identificação dos dez atletas da base do Flamengo, que morreram incêndio. Os corpos de Samuel Thomas e Jorge Eduardo foram os últimos a serem identificados através de exames realizados nos esqueletos das duas vítimas.

Em reportagem veiculada na noite deste domingo pelo programa Fantástico, da TV Globo, um dos sobreviventes afirmou em seu depoimento aos investigadores da Polícia Civil que havia uma espécie de “gambiarra” em um dos aparelhos de ar-condicionado do alojamento em que viviam – seis contêineres transformados em dormitórios e que ficavam em uma parte do CT Ninho do Urubu que deveria ser um estacionamento.

De acordo com ele, o aparelho de ar-condicionado seria menor do que o buraco na parede. O espaço que sobrou teria sido preenchido com pedaços de madeira, plástico bolha e espuma. 


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