Partido pró-exército da Tailândia assume liderança em primeira eleição após golpe militar


Os números são do voto popular, mas não refletem os assentos no Parlamento que eventualmente serão vencidos. Soldado tailandês vota em Bangkok
AP
Resultados parciais das eleições deste domingo (24) na Tailândia mostram o partido pró-exército um pouco à frente do partido populista liderando uma “frente democrática”, resultado inesperado e – para muitos – chocante, no primeiro pleito do país desde o golpe militar de 2014. 
O resultado final só será conhecido na segunda-feira (25), anunciou a Comissão Eleitoral.
Com 93% dos votos contados, a Comissão Eleitoral informou que o partido pró-militares Palang Pracharat, que está tentando manter o chefe da junta militar Prayuth Chan-ocha no poder, liderava com 7,59 milhões de votos. 
Com 7,12 milhões, apareceu o Pheu Thai, partido associado ao ex-primeiro ministro exilado Thaksin Shinawatra, cujos legalistas venceram todas as eleições desde 2001. 
Os números são do voto popular, mas não refletem os assentos no Parlamento que eventualmente serão vencidos. O Pheu Thai ainda pode ganhar a maior parte deles porque sua popularidade está concentrada no norte e no nordeste do país. 
Mesmo assim, houve desânimo entre muitos eleitores que esperavam que as urnas diminuíssem o poder que elites tradicionais e o Exército têm no país com um dos maiores índices de desigualdade do mundo. 
No quartel-general do Pheu Thai, em Bangcoc, o ânimo flutuava de felicidade a silenciosa incredulidade.    
“Não achava que isso era provável. Não acho que é o que as pessoas queriam”, disse a apoiadora do Pheu Thai, Polnotcha Chakphet. 
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