Orla do Lago: 'Aquilo que já foi feito será mantido', diz secretário de Meio Ambiente do DF


Sarney Filho negou veto à ‘ida de populares à beira do lago’. No fim de semana, Ibaneis disse que a orla não seria urbanizada. Sarney Filho, secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal
O Estado/Arquivo
O secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, Sarney Filho, afirmou nesta terça-feira (15) que as obras na orla do Lago Paranoá, feitas durante o governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), serão mantidas.
“A orla, aquilo que já foi feito será mantido e equipado para maior conforto aos frequentadores.”
Sobre o uso do Lago Paranoá, o secretário disse que o governo fará estudos para viabilizar soluções que reforcem a preservação ambiental. “Aquilo que ainda não tem destinação terá como norte o plano de Lucio Costa. Jamais esse estudo poderá vetar a ida de populares à beira do lago.”
Sarney Filho aproveitou a cerimônia em que o governo sancionou a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) para esclarecer as declarações dadas pelo governador do DF, Ibaneis Rocha, no último fim de semana.
Durante um evento no Lago Sul, o chefe do Executivo disse que não faria obras na orla do Lago Paranoá e que a região desobstruída seria mantida como área de preservação ambiental.
“Eu tenho uma visão diferente do ex-governador Rodrigo Rollemberg no que diz respeito à liberação da orla do lago”, apontou Ibaneis. Para ele, deveria ser cumprida a determinação judicial de liberação “no que diz respeito à preservação ambiental” – mas nada além disso.
“Aquilo ali tem que ser preservado, não pode ser asfaltado, não pode ter gente circulando, porque isso traz sujeira para dentro do nosso lago.”
“A sentença judicial será cumprida integralmente, mas com uma visão de preservação, não com essa visão de ocupação”, declarou.
SOS Parques
Sarney Filho disse também que governo deverá lançar o SOS Parques – projeto que pretende revitalizar, inclusive, os parques localizados na orla do Lago Paranoá.
“Teremos o SOS Parques, que cuidará de todos os parques do DF, e estamos também verificando os parques da orla.”
A desobstrução da orla
Iniciadas em agosto de 2015 e concluídas em dezembro de 2017, as 125 operações de desobstrução recuaram cercas de 454 lotes no Lago Norte e no Lago Sul. Isso representa 1,67 milhão de metros quadrados.
Veja mapa: Lago Paranoá é dividido em oito zonas de uso
Apesar da liberação da orla do lago, ainda há lotes “remanescentes”. São residências ligadas à União (como a da Marinha) e embaixadas que não quiseram recuar as cercas.
Lote de embaixada que mantém cerca; deck foi construído para contornar espaço
TV Globo/Reprodução
De acordo com a Agefis, o assunto está sendo negociado com a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Itamaraty. As representações do Canadá, da Alemanha, dos Países Baixos e dos Estados Unidos já colaboraram.
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