Novo presidente da Argentina anuncia aumento de impostos sobre as exportações de grãos

A menos de uma semana no cargo, Alberto Fernández também dobrou a indenização por demissões sem justa causa. Novo presidente da Argentina anuncia aumento de impostos sobre exportações de grãos
O novo presidente da Argentina, Alberto Fernández, anunciou um aumento de impostos sobre as exportações de grãos – e também da indenização por demissões sem justa causa.
Aqui no Brasil, ainda é cedo para falar qual será o impacto para o bolso de quem vai comprar aquele pãozinho ou um pacote de macarrão, por exemplo. O decreto foi publicado na manhã deste sábado (14) pelo recém-empossado presidente da Argentina, Alberto Fernández, e estabelece, além do aumento de impostos, o aumento no custo para a demissão de trabalhadores – dobrando a indenização para demissão sem justa causa.
O governo argentino justificou que houve uma desvalorização do valor do peso frente ao dólar e que a grave situação das finanças públicas exigia medida urgente.
O aumento de impostos sobre as exportações de produtos agrícolas atinge os grãos: as exportações de produtos que eram tributados a uma taxa de, no máximo, quatro pesos por dólar passam a ter uma alíquota cheia. No caso do trigo, será de 12%.
A Argentina é o principal fornecedor de trigo do Brasil. É responsável por 80% por cento do que importamos entre janeiro e novembro deste ano.
Os ministérios da Agricultura e da Economia ainda estudam o impacto da medida, se ela pode significar aumento de preços. Para isso, precisam saber se os exportadores argentinos vão repassar o aumento das taxas para o preço final do produto no mercado internacional.
O governo brasileiro já está de olho em outros mercados e, em caso de aumentos, pode intensificar o comércio com outros grandes produtores de grãos, como Estados Unidos e Canadá.
Na viagem que fez a Washington em março, o presidente Jair Bolsonaro assinou acordo com o presidente americano, Donald Trump, para implementar uma cota isenta de tarifa para importação de trigo dos Estados Unidos.
“Se o preço de lá ficar mais caro, certamente outros produtos. de outros países, o trigo de outros países, ficará em melhores condições de competitividade e poderão ganhar um espaço. Isso aconteceu em outros anos, quando houve uma queda na produção da Argentina por conta da safra deles”, diz Flávio Bettarello, secretário do ministério da Agricultura.
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