Nova série de Fábio Porchat ri das crises de trintões imaturos

A lexandre já não repete que “isso nunca me aconteceu antes”. Já faz um ano que o publicitário tem problemas de ereção — “estou brocha”, confessa. Após tentar tudo, de Viagra a maca peruana, Alê se dá conta que o problema não é físico, mas psicológico, e busca melhorar desconstruindo sua masculinidade.

Soa didático? Nada tema: o humor é garantido pelo fato de Alê ser escrito e interpretado por Fábio Porchat em “Homens?”, série de oito capítulos que o comediante do Porta dos Fundos criou para o Comedy Central e estreia amanhã, 22h. Os assinantes do Amazon Prime Video também poderão assistir no streaming, 24 horas depois que os episódios de 30 minutos forem ao ar às segundas-feiras.

— Ao longo da série, os homens aprendem, principalmente ao serem surpreendidos pelas mulheres. Mas não é educativo, é comédia mesmo — garante Porchat. — O proposta não é “vamos assistir, aprender e mudar o mundo”. Está mais para “vamos dar risada, perceber situações, ver como homem ainda é machista e imaturo.”

Ao longo da temporada também acompanhamos as histórias de três amigos de Alê, todos com trinta e poucos anos. Há Pedro (Gabriel Louchard), um médico cadeirante e mulherengo que suspeita estar sendo traído pela mulher Mari (Miá Mello). Pedro (Raphael Logam), que se divide entre bajular o chefe mala e apoiar uma colega (Gisele Itié) que quer denunciar o assédio do superior. Já Gustavo (Gabriel Godoy), que mora com a mãe, se ocupa vendendo ecstasy e importunando antigos casos com mensagens do tipo “sonhei com você… que loucura, né?”. Spoiler: não dá resultado.

Em "Homen?", Rafael Portugal é a personificação do pênis do personagem Alê, de Fábio Porchat Divulgação

Sexo da vida real

Para tratar a cabeça de cima, Alê resolve seguir conselhos de Tainá (Lorena Comparato), uma garota de programa com quem brochou. Logo de cara ela o manda atrás de uma ex para fazer sexo sem pressão, penetração e, como se vê, sem glamour.

— A ideia era fazer cenas de sexo menos erotizadas e mais vida real — diz Porchat. — Ninguém transa com cara sexy, fazendo pose, acrobacias esquisitas. A gente tropeça na cama, bate na parede, cansa, sua. É mais interessante mostrar desse jeito.

Durante a pesquisa para a série, a equipe de roteiristas (além de Porchat, Daniel Nascimento, Cristiane Wersom, Guilherme Tomé) visitou um consultório referência em impotência para uma “consulta coletiva”. Descobriram que os pacientes só procuram ajuda quando não veem mais saída.

— O cara chega lá pensando em se matar. Em um mundo machista, não vê sentido de estar vivo sem ereção — diz Porchat, que em um evento que reuniu parte do elenco em São Paulo disse: “já brochei, é desesperador, muito tenso”.

Apesar da base realista, a série se permite ousadias narrativas. Pegando deixas do roteiro, o diretor Johnny Araujo constrói cenas de um personagem em dois cenários, “encontros” em grupos de WhatsApp e saltos imaginativos. Destaque para as interações de Alê com a personificação de seu pênis, interpretado com cara de pau por Rafael Portugal.

— Já no texto quis propor algo mais rápido. Não queria uma série caretinha, queria meio maluca, menos comum — diz Porchat.

Enquanto aguarda a estreia de “Homens?”, o comediante desenvolve um novo programa para o canal GNT (“é mais contação de história que entrevista”) e aprova o trailer de“Mude de vida, pergunte-me como”, comédia romântica escrita por ele na qual faz par com Dani Calabresa (“entra em cartaz quando a Disney deixar uma sala livre”). Na terça, dia 19, ele comanda no Rio a terceira edição do Prêmio do Humor, evento do teatro de comédia idealizado por ele e que este ano homenageará Berta Loran.

— É um prêmio em que o humorista ganha, não fica só honrado por estar concorrendo — diz Porchat.

Source: http://oglobo.globo.com/rss.xml?completo=true

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Nova série de Fábio Porchat ri das crises de trintões imaturos

A lexandre já não repete que “isso nunca me aconteceu antes”. Já faz um ano que o publicitário tem problemas de ereção — “estou brocha”, confessa. Após tentar tudo, de Viagra a maca peruana, Alê se dá conta que o problema não é físico, mas psicológico, e busca melhorar desconstruindo sua masculinidade.

Soa didático? Nada tema: o humor é garantido pelo fato de Alê ser escrito e interpretado por Fábio Porchat em “Homens?”, série de oito capítulos que o comediante do Porta dos Fundos criou para o Comedy Central e estreia amanhã, 22h. Os assinantes do Amazon Prime Video também poderão assistir no streaming, 24 horas depois que os episódios de 30 minutos forem ao ar às segundas-feiras.

— Ao longo da série, os homens aprendem, principalmente ao serem surpreendidos pelas mulheres. Mas não é educativo, é comédia mesmo — garante Porchat. — O proposta não é “vamos assistir, aprender e mudar o mundo”. Está mais para “vamos dar risada, perceber situações, ver como homem ainda é machista e imaturo.”

Ao longo da temporada também acompanhamos as histórias de três amigos de Alê, todos com trinta e poucos anos. Há Pedro (Gabriel Louchard), um médico cadeirante e mulherengo que suspeita estar sendo traído pela mulher Mari (Miá Mello). Pedro (Raphael Logam), que se divide entre bajular o chefe mala e apoiar uma colega (Gisele Itié) que quer denunciar o assédio do superior. Já Gustavo (Gabriel Godoy), que mora com a mãe, se ocupa vendendo ecstasy e importunando antigos casos com mensagens do tipo “sonhei com você… que loucura, né?”. Spoiler: não dá resultado.

Em "Homen?", Rafael Portugal é a personificação do pênis do personagem Alê, de Fábio Porchat Divulgação

Sexo da vida real

Para tratar a cabeça de cima, Alê resolve seguir conselhos de Tainá (Lorena Comparato), uma garota de programa com quem brochou. Logo de cara ela o manda atrás de uma ex para fazer sexo sem pressão, penetração e, como se vê, sem glamour.

— A ideia era fazer cenas de sexo menos erotizadas e mais vida real — diz Porchat. — Ninguém transa com cara sexy, fazendo pose, acrobacias esquisitas. A gente tropeça na cama, bate na parede, cansa, sua. É mais interessante mostrar desse jeito.

Durante a pesquisa para a série, a equipe de roteiristas (além de Porchat, Daniel Nascimento, Cristiane Wersom, Guilherme Tomé) visitou um consultório referência em impotência para uma “consulta coletiva”. Descobriram que os pacientes só procuram ajuda quando não veem mais saída.

— O cara chega lá pensando em se matar. Em um mundo machista, não vê sentido de estar vivo sem ereção — diz Porchat, que em um evento que reuniu parte do elenco em São Paulo disse: “já brochei, é desesperador, muito tenso”.

Apesar da base realista, a série se permite ousadias narrativas. Pegando deixas do roteiro, o diretor Johnny Araujo constrói cenas de um personagem em dois cenários, “encontros” em grupos de WhatsApp e saltos imaginativos. Destaque para as interações de Alê com a personificação de seu pênis, interpretado com cara de pau por Rafael Portugal.

— Já no texto quis propor algo mais rápido. Não queria uma série caretinha, queria meio maluca, menos comum — diz Porchat.

Enquanto aguarda a estreia de “Homens?”, o comediante desenvolve um novo programa para o canal GNT (“é mais contação de história que entrevista”) e aprova o trailer de“Mude de vida, pergunte-me como”, comédia romântica escrita por ele na qual faz par com Dani Calabresa (“entra em cartaz quando a Disney deixar uma sala livre”). Na terça, dia 19, ele comanda no Rio a terceira edição do Prêmio do Humor, evento do teatro de comédia idealizado por ele e que este ano homenageará Berta Loran.

— É um prêmio em que o humorista ganha, não fica só honrado por estar concorrendo — diz Porchat.

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