Muse traz show 'futurista' a SP e faz ginásio parecer estádio com efeitos e hits


Depois de fechar o Rock in Rio 2019, trio inglês tocou para 8 mil pessoas nesta quarta (9), no Ginásio Ibirapuera. Kaiser Chiefs fez o show de abertura. Depois de tocar no Rock in Rio, Muse fez show em São Paulo nesta quarta (9)
Celso Tavares/G1
Não é de hoje que o Muse não lota seus shows no Brasil. Mesmo com a mudança para o Ginásio Ibirapuera — inicialmente a apresentação estava marcada para o Allianz Parque — era possível andar com certa tranquilidade na pista nesta quarta (9).
Mesmo assim a energia da banda e do público, somada à estrutura e aos efeitos especiais, davam a impressão de que Matt Bellamy cantava para uma multidão em um estádio.
Só para relembrar: em 2015, a banda inglesa tocou no Allianz Parque, com espaços vazios e ingressos disponíveis.
No último domingo (6), o trio fez o último show do Rock in Rio 2019, mas também não viu a Cidade do Rock cheia. Muitas pessoas foram embora depois de Imagine Dragons.
Já em São Paulo, de um possível público de 55 mil no Allianz, o número caiu para 10.200 (capacidade do Ginásio), e fechou em oito mil pessoas. Os ingressos estavam esgotados, segundo a assessoria.
Rock de arena no ginásio
Mesmo em um lugar menor, o Muse trouxe toda a estrutura da turnê “Simulation theory” (2018) para a capital paulista. Isso inclui também o palco com elevador que permite que Bellamy surpreenda o público no começo do show, ao aparecer no final do corredor, e o esqueleto androide inflável que surge no palco nas últimas músicas.
Depois de tocar no Rock in Rio, Muse fez show em São Paulo nesta quarta (9)
Celso Tavares/G1
As luzes de led ajudam a dar o tom de ficção científica do show, motivado pelas letras do último disco que falam sobre algoritmos e realidade virtual.
As luzinhas estavam presentes nos instrumentos, no figurino do balé, se é que se pode chamar assim, e nos óculos e nas jaquetas de Bellamy.
Veja FOTOS do show
O painel do fundo do palco é bem aproveitado e mostra ora animações para introduzir músicas, ora imagens do show com efeitos de desenho ou múltiplos cortes das câmeras espalhadas pelo palco. Bem executado e bonito.
Formado por trompetistas dançarinos, o balé causa um leve estranhamento para um show de rock, mas no fim contribui (e muito) para a atmosfera futurista com seus passos coreografados e figurinos temáticos.
Coro e novidade no set
É principalmente nos hits que a sensação de estar em um espaço maior também se intensifica e isso acontece em “Uprising”, “Psycho”, “Plug in Baby” e “Starlight”, que o público cantou em coro.
As pessoas também vibraram quando o vocalista anunciou que, depois de “Hysteria” (outra bem recebida), a seguinte canção seria bem antiga, de 20 anos atrás.
A escolhida foi “Showbiz”, do disco homônimo de estreia da banda, e não estava na setlist do Rio.
O momento mais intimista do show acontece quando o baixista Chris Wolstenholme e o baterista Dominic Howard se juntam ao vocalista para tocar “Dig Down”.
Na sequência “Madness” e “Mercy”, que termina com uma chuva de papel picado bem “instagrámavel”. “Knights of Cydonia” é a música que encerra a apresentação de duas horas.
Abertura com Kaiser Chiefs
Kaiser Chiefs tocou em São Paulo nesta quarta (9), para abrir o show do Muse
Celso Tavares/G1
Como bons britânicos, o quinteto entrou no palco pontualmente às 19h45 e o vocalista Ricky Wilson mostrou que poderia ser um bom agitador de plateia desde o primeiro momento no palco.
Veja FOTOS do show
Ao entrar ele não achou suficiente os gritos de recepção e pediu mais empolgação antes mesmo de cantar a primeira. A última passagem da banda pelo Brasil foi no Festival Cultura Inglesa em 2016.
No set curto com 10 músicas, o Kaiser Chiefs apostou em hits como “Ruby”, “I Predict a Riot” e “Oh my god” e até que conseguiram algum efeito na plateia. Do disco novo, “Duck”, eles cantaram “Record Collection”, que teve uma recepção menor.
Kaiser Chiefs se apresenta em São Paulo, antes do Muse
Celso Tavares/Divulgação
Na missão de entreter o público que chegava, Wilson se esforçou com seus gritos, subiu em cima de caixas de som no palco e fez joguinho para saber qual dos lados do palco cantava mais alto algum dos seus “ôôôô”s da noite.
O microfone com fio também não foi poupado e o vocalista mostrou habilidade ao pegá-lo no ar algumas vezes. Já o pedestal não teve a mesma sorte. Fazia parte da rebeldia rock star de Wilson deixá-lo pra trás.
Perto do fim, ele perguntou “Vocês estão prontos para o Muse?”. As pessoas responderam sem hesitar, afinal, era por causa do trio inglês que estavam ali.
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