MP vai revisar todas as nomeações feitas por Ibaneis para as estatais do DF


Promotoria quer avaliar se algum dos atos afronta legislação. Na última semana, Ibaneis indicou ex-distritais para diretorias e cargos no Executivo. Governador Ibaneis Rocha durante agenda pública
Reprodução/TV Globo
O Ministério Público do Distrito Federal decidiu “revisar” todas as nomeações feitas pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), desde o início do ano, para diretorias e conselhos das estatais do DF. O órgão também quer verificar os documentos apresentados por cada pessoa nomeada.
Os ofícios foram enviados pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público (Prodep), e o prazo para resposta é de 10 dias. Até as 17h desta sexta (11), o governo ainda aguardava o recebimento dos documentos.
Segundo o MP, após a análise das nomeações, serão “tomadas as medidas judiciais para impugnar os atos que estejam em desacordo com a legislação”.
Deputados nomeados
Deputado Wellington Luiz em sessão
TV Globo/Reprodução
A principal análise está ligada à indicação de deputados e ex-deputados para os cargos de direção e conselho das empresas públicas e autarquias. Ainda em dezembro, durante a transição, o MP enviou uma recomendação à equipe de Ibaneis para contestar a indicação de Wellington Luiz (MDB) para a presidência do Metrô.
Luiz foi deputado distrital entre 2015 e 2018, mas não conseguiu a reeleição para o próximo mandato. Segundo o Ministério Público, há uma lei federal que impede esse tipo de indicação.
Após a polêmica, Ibaneis acatou a recomendação do MP – mas, em seguida, indicou Wellington Luiz para a presidência da Companha Habitacional do DF (Codhab), que também é uma empresa pública.
Nesta semana, Ibaneis abrigou outros dois ex-distritais sem mandato vigente em órgãos de governo. Cristiano Araújo (PSD) foi indicado à diretoria de administração do Metrô, e Rogério Ulysses, a um cargo de confiança na Casa Civil.
O caso de Araújo pode ser enquadrado na mesma lei citada pelo MP do DF – e contestada pelo governo Ibaneis. As duas indicações, no entanto, também esbarram em uma promessa de campanha do novo governador: a de não indicar ou manter, em cargos de confiança, pessoas investigadas por corrupção.
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