MP-PR denuncia 6 pessoas por lavagem de dinheiro em processo da Operação Riquixá


Promotores investigam um suposto esquema de fraudes em licitações do transporte público; conforme a denúncia desta segunda-feira (2), os crimes foram cometidos em Curitiba. MP-PR denuncia 6 pessoas por lavagem de dinheiro em processo da Operação Riquixá
Reprodução/RPC
Seis pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) nesta segunda-feira (2) pelo crime de lavagem de dinheiro em um processo no âmbito da Operação Riquixá. Os crimes, conforme a denúncia, foram cometidos em Curitiba. Veja mais abaixo quem são os denunciados.
A Operação Riquixá investiga um suposto esquema de fraudes em licitações do transporte público em várias cidades do Paraná, entre elas Curitiba, Apucarana, no norte, Foz do Iguaçu, no oeste, Paranaguá, no litoral, e Guarapuava, na região central, e também de outros estados.
De acordo com o MP, trata-se de uma organização criminosa formada por membros de um grupo econômico familiar, sediado em Curitiba, que praticou crimes ligados ao direcionamento ilegal de concorrências públicas para a concessão do transporte público.
Conforme as investigações, as diferentes empresas do mesmo grupo, unindo-se a outras, organizavam-se para fraudar licitações, combinando preços e divisões de lotes de concessões de transporte, com o intuito de manter o domínio da atividade na capital.
Os núcleos de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) sustentam que as seis pessoas eram vinculadas a um escritório de advocacia e a uma empresa de engenharia – anteriormente denunciados.
De acordo com a denúncia, as pessoas receberam pagamento pela organização da fraude por meio de investigados vinculados ao Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp).
O pagamento pelos atos ilícitos praticados foi feito na forma de honorários profissionais em contratos, com notas fiscais fraudadas, em valores que alcançaram, na época, R$ 900 mil, ainda segundo a denúncia.
Veja quem são os denunciados:
Rodrigo Corleto Hoelzl, ligado a um consórcio investigado
Dante José Gulin, empresário
Antônio José Vellozo, integrante da equipe técnica da Setransp
Guilherme de Salles Gonçalves, advogado
Julio Xavier Vianna Junior, ex-sócio de uma empresa de engenharia
Felipe Busnardo Gulin, empresário

Segundo o Ministério Público, o advogado Guilherme Gonçalves foi quem criou, em 2002, o modus operandi utilizado pelos suspeitos para direcionar as licitações.
Conforme o MP, a nova denúncia soma-se a outras seis propostas no âmbito da Operação Riquixá. A denúncia é a segunda do caso envolvendo Curitiba.
As investigações, de acordo com o MP, contaram com delação de um colaborador e reuniram diversos documentos atestando que as licitações eram previamente combinadas entre as empresas.
O outro lado
Por meio de nota, a defesa de Guilherme de Salles Gonçalves afirmou que “a denúncia é apenas mais um triste capítulo na tentativa de ligar o nome aos atos tresloucados de Sacha Reck. E, pior, ainda demoniza o exercício da advocacia, já que a própria denúncia admite que todos os valores recebidos pelo escritório decorriam de contrato de honorários advocatícios”, diz trecho.
Além disso, o advogado disse que “em um ato que já se tornou corriqueiro por parte do Gaeco de Guarapuava, novamente essa denúncia é feita sem que eu tenha sido ouvido em qualquer depoimento. Destaque-se que a maior parte das denúncias dessa Operação Riquixá já foi reconhecida como ilegal pelo TJ-PR”, concluiu a nota.
A Setransp afirmou que não vai se manifestar.
O G1 tenta localizar a defesa dos demais citados.
Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.
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