Marcelo Candido quer criar hidroanel metropolitano e admite que plano de governo é um 'sumário'


Candidato do PT ao governo do estado foi entrevistado do G1 e CBN nesta sexta-feira e disse que vai construir plano de governo com auxílio das redes sociais. Marcelo Candido dá entrevista ao G1 e CBN
Marcelo Brandt/G1
Marcelo Candido é entrevistado pelo G1 e pela CBN
O candidato ao governo de São Paulo pelo PDT, Marcelo Candido, disse na manhã desta sexta-feira (14) durante entrevista ao G1 e à rádio CBN que quer criar um hidroanel metropolitano para facilitar a mobilidade do transporte de cargas.
O G1 e a CBN realizam a partir desta semana uma série de entrevistas com os candidatos ao governo do estado de São Paulo. Os candidatos serão entrevistados pelos jornalistas Cíntia Acayaba e Bruno Tavares, do G1/TV Globo, Fabíola Cidral e Fernando Andrade, da CBN.
“Eu defendo que o estado tire do papel um projeto que ele mesmo contratou que é o projeto do hidroanel metropolitano. Ele foi desenvolvido há mais ou menos 10 anos pela Universidade de São Paulo, pela Faculdade de Arquitetura e urbanismo. É um projeto caro, um projeto de duração de 20 anos”, afirmou Candido. Ele estima que o valor avaliado para tirar o projeto do papel esteja em torno de R$ 5 bilhões ou R$ 6 bilhões.
Marcelo Candido (PDT) dá entrevista ao G1 e CBN
Marcelo Brandt/G1
O projeto prevê uma cobertura semelhante com o trajeto do Rodoanel por conta da composição territorial da região metropolitana de São Paulo. Ele envolve os rios Pinheiros, Tietê, mas exige a despoluição dos rios.
“A greve dos caminhoneiros demonstrou que a nossa dependência quase que exclusivamente do modal ferroviário mostra que há um esgotamento. O estado de São Paulo precisa investir em novos modais”, ressaltou ele.
Parte 1: Marcelo Candido fala sobre seus processos por improbidade administrativa
Na entrevista concedida no estúdio da rádio CBN, em São Paulo, o candidato do PDT também admitiu que seu plano de governo, com apenas três páginas, é enxuto, e disse que vai construí-lo com o auxílio da sredes sociais.
“O plano de governo é um sumário, eu admito isso. Nós tivemos 3 dias para definir questões de natureza de candidatura, para fazer o registro de candidatura, eu optei por colocação de temas gerais para que durante o processo eleitoral nós pudéssemos ir construindo e definindo de maneira mais concreta todo o conjunto de propostas”, disse.
Parte 3: Marcelo Candido fala sobre vacinação, dificuldades do PDT e gestão de Suzano
Marcelo Cândido tem 48 anos e é natural de Marília (SP). Professor de geografia formado pela Unesp e técnico em contabilidade, é filho do falecido deputado estadual José Cândido, que era filiado ao PT. Marcelo Candido já foi filiado ao PT e deputado estadual e prefeito de Suzano (SP), eleito em 2004 e reeleito em 2008 com 51% dos votos válidos. Ele se filiou ao PDT em 2016.
Parte 2: Marcelo Candido fala sobre programa de governo e investimento em saúde

Ficha Suja
Marcelo Candido responde a 12 processos, 9 ações civis públicas e duas ações populares por improbidade e violação à lei dos contratos. Ele também responde a uma ação penal, no Foro de Suzano, por crime de responsabilidade como agente público, relativo a uma suspeita de fraude à lei das licitações.
Questionado se teria como ser governador com tantos processos, ele rebateu. “Eu não tenho nenhuma dúvida da minha capacidade em governar o estado de São Paulo. É preciso fazer uma análise qualitativa desses processos”, justificou.
“O problema das acusações é que elas precisam ser concluídas no final do processo para a defesa ser executada. A acusação em si não criminaliza a pessoa que é responsável pelo contrato. Eu tinha por hábito na Prefeitura, quando recebia denúncias, determinava abertura de processo administrativo. É preciso cumprir todo o prazo de defesa para que eu possa argumentar e não deixar dúvidas de que foram executados”, declarou.“Eu não posso pelo fato de denunciado abandonar a vida pública.”

Parte 3: Marcelo Candido fala sobre vacinação, dificuldades do PDT e gestão de Suzano
Marcelo Candido (PDT) dá entrevista ao G1 e CBN
Marcelo Brandt/G1
Entrevista com candidatos ao governo de SP
O G1 e a CBN realizarão uma série de entrevistas com os candidatos ao governo de São Paulo a partir de 10 de setembro.
Na entrevista, o candidato responderá a perguntas enviadas durante a semana pelos internautas e ouvintes.
Também responderá a perguntas elaboradas pelos jornalistas e, no final, passará por uma espécie de “pinga-fogo”, em que será sabatinado e poderá responder apenas com “sim” ou “não”.
Um sorteio realizado na presença de representantes dos candidatos definiu a ordem das entrevistas, que começarão sempre às 11h, com duração de uma hora, no estúdio da CBN em São Paulo. As entrevistas serão transmitidas simultaneamente pelo G1 e pela CBN e delas só poderão participar os candidatos que puderem comparecer pessoalmente ao estúdio.
Veja a ordem das entrevistas
10/9 – Claudio Fernando (PMN)
11/9 – Luiz Marinho (PT)
12/9 – Edson Dorta (PCO)
13/9 – Professora Lisete (PSOL)
14/9 – Marcelo Candido (PDT)
17/9 – Toninho Ferreira (PSTU)
18/9 – Márcio França (PSB)
19/9 – Rodrigo Tavares (PRTB)
20/9 – Paulo Skaf (MDB)
21/9 – Rogerio Chequer (Novo)
24/9 – Major Costa e Silva (DC)
(Obs.: as datas originais, definidas por sorteio, eram Skaf no dia 14 e Candido no dia 20; por questão de agenda, as candidaturas concordaram em trocar de data.)
O candidato João Doria (PSDB) não enviou representante à reunião. Dois dias antes, sua assessoria informou por e-mail que “o candidato do PSDB ao Governo de São Paulo João Doria agradece o convite para a sabatina mas não vai participar”.
Na entrevista, o candidato responderá a perguntas enviadas durante a semana pelos internautas e ouvintes. Também responderá a perguntas elaboradas pelos jornalistas e, no final, passará por uma espécie de “pinga-fogo”, em que será sabatinado e poderá responder apenas com “sim” ou “não”.
Caso algum dos candidatos não compareça, um texto informando sobre a ausência será publicado e destacado na página principal do G1 e lido na rádio CBN.
Envie sua pergunta
Os interessados em fazer perguntas podem usar a hashtag #cbng1 nas redes sociais.
Só serão aceitas questões pertinentes ao processo eleitoral. A escolha será feita por jornalistas do G1 e da CBN. Perguntas que ofendam a honra e a moral dos candidatos serão desconsideradas.
Source: http://g1.globo.com/dynamo/rss2.xml

Loading...