Marajás do funcionalismo mineiro ameaçam greve

Enquanto Minas Gerais enfrenta uma das piores crises financeiras da sua história, com os cerca de 600 mil servidores do Executivo estadual passando dificuldades por terem os salários parcelados e o 13º atrasado, os 2,8 mil funcionários que integram a 2ª instância do Poder Judiciário têm passado ao largo desse sofrimento. Estão com os salários em dia e são, de longe, a categoria mais bem paga do funcionalismo mineiro, com uma remuneracão média que supera os R$ 10 mil/mês.

Apesar da situação privilegiada e aparentemente alheios ao quadro de penúria dos colegas servidores, eles decidiram entrar em greve a partir da terça-feira (19) que vem, por tempo indeterminado, até que obtenham aumento para os seus já gordos salários, bem como o pagamento de outros benefícios, como os auxílios para transporte e saúde.

Não bastasse ainda terem a seu favor um certo “artigo 70”, que lhes dá o direito de gozar três dias de folga por semestre, além das férias regulamentares e das outras folgas relativas aos feriados já previstos em lei, o Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância do Estado de Minas Gerais (Sinjus-MG) reivindica tmbém isonomia de tratamento com os magistrados.

O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Nelson Missias de Morais, assegurou que tem atendido os servidores, que constituem uma carreira distinta da magistratura, e que não vê motivos para a greve.

A paralisação foi decidida em assembleia orientada pelo Sinjus-MG na quarta-feira (13) e contou com a participação de menos de 5% do total de 2,8 mil servidores.  

Contribuição sindical

Um dia após a assembleia decidir pela greve, o Sinjus-MG iniciou campanha junto aos associados, incluindo aposentados e pensionistas, visando fortalecer financeiramente o sindicato. O principal objetivo da mobilização é assegurar a receita proveniente da contribuição sindical (que equivale ao desconto de um dia de trabalho dos servidores), ameaçada pela nova realidade trabalhista do país.

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