Mais um executivo da Volkswagen é condenado à prisão por escândalo de poluentes

INFOCHPDPICT000072042286NOVA YORK – Uma corte dos Estados Unidos condenou a sete anos de prisão o ex-executivo da empresa alemã Volkswagen (VW), Oliver Schmidt, pelo escândalo dos motores adulterados para que parecessem menos poluentes do que realmente eram.

Schmidt, que de 2012 até março de 2015 esteve à frente de uma divisão da VW dedicada a atender regulamentações, também foi multado em US$ 400 mil por um juiz federal de Detroit. Alemão, atualmente com 48 anos, Schmidt se declarou culpado por ter conspirado para cometer fraude e transgredir normas ambientais dos Estados Unidos.

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Em agosto, um juiz federal em Detroit já tinha sentenciado o ex-engenheiro James Liang a 40 meses de prisão nesta sexta-feira por seu papel no esquema da Volkswagen para vender carros movidos a diesel mais poluentes do que o permitido pelas leis ambientais norte-americanas. Liang se declarou culpado no início do ano e cooperou com autoridades policiais que investigam a montadora.

Schmidt foi informado, no primeiro semestre de 2014, sobre a existência de um dispositivo colocado em motores a diesel com capacidade de burlar os testes de controle de emissões de poluentes, aos quais os veículos são submetidos.

“No verão de 2015, Schmidt participou de reuniões com outros funcionários da VW para combinar como responder às perguntas feitas por autoridades americanas (…) sem revelar a existência desse dispositivo fraudulento”, informam os documentos da justiça.

O ex-executivo foi preso em Miami no começo do ano, prestes a terminar o seu período de férias.

Desde 2015 a montadora está envolvida em um escândalo por causa de fraude em testes de emissão de poluentes. Em setembro daquele ano, adimitiu ter instalado um software secreto em centenas de milhares de carros movidos a diesel para fraudar testes de emissão de gases poluentes. Com o programa, os motores indicavam ser mais limpos do que eram de fato nas ruas. Cerca de 11 milhões de veículos foram afetados pelo problema. Até agora, o imbróglio judicial já custou mais de € 20 bilhões à Volkswagen.

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