Inter busca de solução para contrato com canal que deixou de operar no Brasil

Negociação foi feita durante a gestão de Piffero, em 2016 Crédito: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP

Negociação foi feita durante a gestão de Piffero, em 2016 Crédito: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP
Correio do Povo

O Inter considera-se prejudicado por uma negociação malfeita durante a gestão de Vitorio Piffero e prepara-se para buscar uma compensação financeira da emissora de TV fechada que comprou os direitos de televisionamento dos jogos do clube nos Campeonatos Brasileiros de 2019 e 2020. Isso deve acontecer de forma amigável, caso seja possível, ou até na Justiça. De qualquer forma, os dirigentes colorados nutrem a esperança de que o clube receba uma injeção extra de recursos ainda nos primeiros meses do próximo ano, dinheiro que poderia ser usado já na busca por reforços.

O clube gaúcho não está sozinho. Santos, Bahia, Ceará e Coritiba buscam a mesma coisa. Todos querem revisar o contrato celebrado com o Esporte Interativo, que pertence ao grupo americano Turner Broadcasting, no primeiro semestre de 2016. O Atlético-PR também assinou o contrato e busca a mesma compensação, mas de forma independente das outras equipes.

Só para assinar o acordo, o Inter recebeu, naquela, época R$ 13 milhões. A partir de 2018, os ganhos seriam de cerca de R$ 30 milhões anuais. O problema é que o canal Esporte Interativo deixou de operar e, segundo informação repassada pelos executivos da Turner Broadcasting aos dirigentes dos clubes, o Brasileirão seria transmitido nos canais Space e TNT, que também pertencem ao grupo. Porém, são canais que não têm esporte na programação, o que diminuiria a visibilidade dos parceiros comerciais dos clubes.

Outro ponto importante é que o Palmeiras, que assinou com o canal na mesma época, recebeu um valor bem mais alto de “luvas”, o que contraria o acordo. Por um contrato de seis anos, o clube paulista teria recebido – os dados do contrato são protegidos por cláusulas de confidencialidade – cerca de R$ 100 milhões só em luvas.

O Inter e os outros quatro clubes notificaram extrajudicialmente a emissora há algumas semanas. Em reunião na semana passada, o Esporte Interativo cedeu e aceitou negociar para evitar um imbróglio judicial que poderia inviabilizar a transmissão do Brasileirão. O canal se comprometeu a fazer uma proposta para solucionar o impasse com os clubes até o dia 15 de dezembro. Os dirigentes colorados, embora não se pronunciem publicamente sobre o assunto, esperam que tal manifestação seja uma promessa de mais dinheiro. Será isso ou disputa na Justiça.

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