Inquérito do MP investiga dificuldades na incineração de drogas em Rio Claro


Ministério Público quer saber se o serviço pode ser feito em aterro municipal. Drogas apreendidas pela Polícia Militar em Rio Claro
Divulgação/PM
Um inquérito instaurado pelo Ministério Público de Rio Claro (SP) investiga irregularidades na prestação de serviço de incineração de entorpecentes apreendidos pelas polícias Civil e Militar e Guarda Civil Municipal (GCM).
Prestado por incineradoras privadas, o serviço acarreta a emissão de fumaça tóxica em ambiente inapropriado. O promotor de Justiça do Meio Ambiente Gilberto Porto Camargo quer saber se serviço pode ser feito em aterro municipal.
O MP informou ao G1 nesta quarta-feira (5) que encaminhou o inquérito à prefeitura na segunda-feira (4). Procurada, a administração municipal disse que ainda não foi comunicada oficialmente.
Difuculdades
Segundo o MP, a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) está com dificuldades para cumprir os procedimentos de incineração de entorpecentes. No município não há uma empresa especializada em incineração de matérias tóxicas. Há anos, a delegacia especializada tem recorrido à iniciativa privada.
As drogas ficavam armazenadas em cofres e, após estarem devidamente autorizadas pelo Poder Judiciário eram encaminhadas à antiga Cerâmica Celva, em Santa Gertrudes (SP), onde havia fornos cerâmicos para destruir o material. No ano passado, porém, a empresa teve suas atividades encerradas.
O promotor de Meio Ambiente de Rio Claro, Gilberto Porto Camargo
Reprodução/ EPTV
A polícia passou a contar com a colaboração da empresa Claripel Indústria de papel. Devido à necessidade de incinerar uma grande quantidade de pasta base de cocaína apreendida em Itirapina, foi produzida uma grande quantidade de fumaça tóxica, colocando em risco a saúde de funcionários da empresa, que solicitou que demais demandas de incineração fossem feitas em outro lugar.
Esses motivos levaram as autoridades policiais a consultar a promotoria sobre a possibilidade de se obter junto ao Poder Público do município os meios necessários para dar descarte final ao entorpecente apreendido.
O MP também vai investigar se é possível direcionar a incineração de medicamentos vencidos e materiais hospitalares em futuro forno único, no aterro sanitário municipal, já que o serviço é feito por uma empresa de outra cidade.
Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
Source: http://g1.globo.com/dynamo/rss2.xml

Loading...