IFEs, sindicatos e entidades nacionais se unem em defesa da educação

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A defesa da educação pública reuniu representantes de entidades sindicais, universidades, institutos federais, estudantes, professores e trabalhadores de diversos setores no painel “O Futuro das Universidades e Institutos Federais no Brasil”, que a ADUFRGS-Sindical promoveu na manhã desta terça-feira, 13 de agosto, na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

O programa Future-se, a Emenda Constitucional 95 e os cortes de recursos para as instituições federais de ensino foram os principais temas levantados nas intervenções de 20 lideranças. Na mesa, estavam representadas, além da ADUFRGS, a UFCSPA, a UFRGS, a Andifes, Proifes-Federação, Andes, UNE, CPERS, CNTE, OAB-RS, MPF, UFPel, UFSM, Furg, UFFS, Unipampa, IFRS, CUT-RS, ASSUFRGS, Associação Mães e Pais pela Democracia, Academia Brasileira de Ciências, e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Na plateia, havia outras inúmeras representações da sociedade civil organizada.

“Este é um momento histórico, de união de todos nós em torno de uma causa em comum, que é a defesa da educação”, sintetizou o reitor da UFRGS, Rui Oppermann. Criticou que a elaboração do Future-se não teve a participação das instituições federais de ensino superior (IFES) e foi lançado em um momento muito difícil das universidades, com redução orçamentária e com questionamentos sobre o papel da universidade pública. Disse que o programa deveria ser acompanhado de uma análise problematizadora das IFEs e então propor soluções. Ressaltou que existem aspectos inegociáveis nos debates sobre o programa. Entre eles: manutenção da autonomia garantida constitucionalmente, caráter público e gratuito, indissossiabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, garantia do financiamento público para atividades de ensino, pesquisa e extensão, manutenção da carreira pública dos servidores.

As dificuldades para manter as universidades e institutos federais abertos diante do congelamento de investimentos e cortes de recursos permearam a intervenção de todos os reitores. A defesa da autonomia universitária também teve destaque nas manifestações, diante da ameaça do projeto que coloca a administração das instituições a Organizações Sociais.

Lúcia Pellanda, reitora da UFCSPA, apontou que o Future-se surge dentro de uma campanha contra a universidade pública, que diz que ela é muito cara, que os alunos andam sem roupa, que professores são marajás. “Quem vai investir na universidade pública diante de todos os ataques? O futuro não está dado e nem pode ser decretado, a minha proposta é que a gente construa o futuro que a gente quer a partir de hoje.”

O procurador dos Direitos do Cidadão Enrico de Freitas afirmou que a autonomia universitária não é tratada como um fim em si mesma, como se as universidades fossem um lugar apartado da sociedade. “Precisa ser debatida com base em princípios do estado democrático de direito. Quando a gente fala em autonomia universitária é importante ressaltar que a sua ausência fere o estado democrático de direito, não só os bons trabalhos.”Antônio Gonçalves Filho, presidente do Andes-Sindicato Nacional “O texto (do Future-se) está dizendo que somos incapazes de fazer a gestão das nossas instituições, o que é um absurdo, se não como estariam funcionando, principalmente no último período, com o corte de recursos?”

“Temos que parar de falar só para nós e nos colocarmos dentro da sociedade para falarmos da educação pública como um direito universal”, disse o vice-presidente da ADUFRGS-Sindical e diretor do PROIFES-Federação, Lúcio Vieira. “Esse é um passo determinante para o enfrentamento, um pacto social em defesa da democracia, porque quando se agride as universidades e institutos federais, se agride a democracia”, acrescenta.

Para Carlos Alexandre Netto, conselheiro da SBPC, o Future-se não é um projeto para a educação. “A palavra educação aparece uma vez. Ele é um projeto para a economia, para a economia de recursos do governo federal. A SBPC discutiu e é a mensagem que eu quero deixar aqui é que este é um momento em que a resistência é fundamental, e só se resiste com união e com clareza de valores.”

com informações da ADUFRGS

Source: http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/noticias/RSS

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A defesa da educação pública reuniu representantes de entidades sindicais, universidades, institutos federais, estudantes, professores e trabalhadores de diversos setores no painel “O Futuro das Universidades e Institutos Federais no Brasil”, que a ADUFRGS-Sindical promoveu na manhã desta terça-feira, 13 de agosto, na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

O programa Future-se, a Emenda Constitucional 95 e os cortes de recursos para as instituições federais de ensino foram os principais temas levantados nas intervenções de 20 lideranças. Na mesa, estavam representadas, além da ADUFRGS, a UFCSPA, a UFRGS, a Andifes, Proifes-Federação, Andes, UNE, CPERS, CNTE, OAB-RS, MPF, UFPel, UFSM, Furg, UFFS, Unipampa, IFRS, CUT-RS, ASSUFRGS, Associação Mães e Pais pela Democracia, Academia Brasileira de Ciências, e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Na plateia, havia outras inúmeras representações da sociedade civil organizada.

“Este é um momento histórico, de união de todos nós em torno de uma causa em comum, que é a defesa da educação”, sintetizou o reitor da UFRGS, Rui Oppermann. Criticou que a elaboração do Future-se não teve a participação das instituições federais de ensino superior (IFES) e foi lançado em um momento muito difícil das universidades, com redução orçamentária e com questionamentos sobre o papel da universidade pública. Disse que o programa deveria ser acompanhado de uma análise problematizadora das IFEs e então propor soluções. Ressaltou que existem aspectos inegociáveis nos debates sobre o programa. Entre eles: manutenção da autonomia garantida constitucionalmente, caráter público e gratuito, indissossiabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, garantia do financiamento público para atividades de ensino, pesquisa e extensão, manutenção da carreira pública dos servidores.

As dificuldades para manter as universidades e institutos federais abertos diante do congelamento de investimentos e cortes de recursos permearam a intervenção de todos os reitores. A defesa da autonomia universitária também teve destaque nas manifestações, diante da ameaça do projeto que coloca a administração das instituições a Organizações Sociais.

Lúcia Pellanda, reitora da UFCSPA, apontou que o Future-se surge dentro de uma campanha contra a universidade pública, que diz que ela é muito cara, que os alunos andam sem roupa, que professores são marajás. “Quem vai investir na universidade pública diante de todos os ataques? O futuro não está dado e nem pode ser decretado, a minha proposta é que a gente construa o futuro que a gente quer a partir de hoje.”

O procurador dos Direitos do Cidadão Enrico de Freitas afirmou que a autonomia universitária não é tratada como um fim em si mesma, como se as universidades fossem um lugar apartado da sociedade. “Precisa ser debatida com base em princípios do estado democrático de direito. Quando a gente fala em autonomia universitária é importante ressaltar que a sua ausência fere o estado democrático de direito, não só os bons trabalhos.”Antônio Gonçalves Filho, presidente do Andes-Sindicato Nacional “O texto (do Future-se) está dizendo que somos incapazes de fazer a gestão das nossas instituições, o que é um absurdo, se não como estariam funcionando, principalmente no último período, com o corte de recursos?”

“Temos que parar de falar só para nós e nos colocarmos dentro da sociedade para falarmos da educação pública como um direito universal”, disse o vice-presidente da ADUFRGS-Sindical e diretor do PROIFES-Federação, Lúcio Vieira. “Esse é um passo determinante para o enfrentamento, um pacto social em defesa da democracia, porque quando se agride as universidades e institutos federais, se agride a democracia”, acrescenta.

Para Carlos Alexandre Netto, conselheiro da SBPC, o Future-se não é um projeto para a educação. “A palavra educação aparece uma vez. Ele é um projeto para a economia, para a economia de recursos do governo federal. A SBPC discutiu e é a mensagem que eu quero deixar aqui é que este é um momento em que a resistência é fundamental, e só se resiste com união e com clareza de valores.”

com informações da ADUFRGS

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