Homem é condenado por tentar subornar policial do DF após prisão pela Lei Maria da Penha


Acusado foi preso em flagrante e, na delegacia, ofereceu R$ 1,7 mil para ser posto em liberdade. Cabe recurso. Fachada da 35ª DP, em Sobradinho
Google/Reprodução
O Tribunal de Justiça condenou um morador do Distrito Federal a cumprir 2 anos e 4 meses de reclusão no regime aberto por corrupção passiva, ao subornar um policial civil na delegacia de Sobradinho. A pena deve ser convertida em punições alternativas. Cabe recurso.
Segundo o processo, Altair da Silva Carvalho ofereceu R$ 1,7 mil a um agente quando foi preso após crime relacionado à Lei Maria da Penha, em maio do ano passado.
Os autos não detalham o crime que o levou à delegacia, mas informam que a quantia estava no bolso do acusado e foi oferecida por ele em troca de ser posto em liberdade. O G1 não conseguiu contato com a defesa.
De acordo com testemunhas, na época, ao ser detido e levado para delegacia, o homem acusado perguntou ao servidor como “poderia ser tirado de lá”.
“Oh, vem aqui. Vamos acertar, você sabe como é, podemos acertar e você me tira daqui e eu te dou o que tenho no bolso”, disse ele, segundo transcrição na denúncia.
Fachada do Tribunal de Justiça do Distrito Federal
Raquel Morais/G1
Corrupção passiva
No entendimento do juiz, não haveria dúvidas que no dia dos fatos, o acusado ofereceu ao policial civil uma quantia em dinheiro “na tentativa de livrar-se solto, impedindo adoção de atos de ofícios pelos agentes públicos”.
Ao avaliar a pena, o magistrado observou que a conduta do réu “merece a reprovação social” e considerou ainda que Carvalho registra antecedentes criminais, com inquérito policial em andamento.
Além da pena de reclusão em regime aberto, o juiz determinou o pagamento de multa à Justiça. Já a quantia de R$ 1,7 mil que seria aplicada no suborno do policial, foi apreendida e será revertida à União, conforme determina o Código Penal.
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