Funcionários do Hospital Getúlio Vargas, no Rio, não socorrem passageiro, que acaba morrendo


Homem que passou mal dentro de coletivo teve de ser carregado até a porta da unidade por outras pessoas que estavam no ônibus. Direção informou que vai apurar o caso e garantiu que não será conivente com negligência. Passageiros de ônibus levam idoso nos braços até porta do Hospital Getúlio Vargas
Uma equipe da TV Globo flagrou, na manhã desta segunda-feira (14), o momento no qual um homem deixou de receber socorro por parte dos funcionários do Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte do Rio. Ele acabou morrendo.
O motorista de um ônibus parou próximo à unidade porque um dos passageiros começou a passar mal. As outras pessoas que estavam no coletivo foram até o hospital para pedir ajuda, mas nenhum médico ou enfermeiro prestou socorro.
Diante da situação, os próprios passageiros resolveram subir a ladeira que dá acesso ao Getúlio Vargas, carregando o homem – mesmo após chegarem às portas da unidade, nenhum funcionário se mobilizou para ajudar.
A direção do hospital informou que o paciente já havia morrido quando deu entrada na Emergência e que abrirá uma sindicância para apurar o que houve no início do atendimento. A direção afirmou, ainda, que não será conivente com nenhum tipo de negligência.
Passageiros carregam homem que passou mal até a porta do Hospital Getúlio Vargas, na Penha
Reprodução/TV Globo
Unidade onde Dona Irene morreu
Foi também no Getúlio Vargas onde morreu Irene Bento no dia 28 de julho. O caso veio à tona porque o filho dela, Rangel Marques, resolveu percorrer o hospital com o celular na mão, mostrando o que os profissionais de saúde estavam fazendo, já que ele aguardava havia meia hora chamarem a mãe, que se contorcia de dor na recepção.
Dona Irene ainda seria mandada para um posto de saúde e transferida para o hospital numa peregrinação de sete horas.
Já gravando, Rangel encontra a médica Ana Paula Noronha. “A médica está aqui com celular e a pessoa está lá quase morrendo”, diz no vídeo que viralizou.
A Polícia Civil indiciou por homicídio culposo – quando não há intenção de matar – quatro médicos envolvidos na internação de Dona Irene. Ana Paula é uma delas.
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