Espetáculo com 'avós dançantes' da Coreia do Sul e instalação de coreógrafo dos EUA iniciam maratona da 11ª Bienal de Dança


Evento em Campinas começa nesta quinta e tem como destaques o espetáculo ‘Dancing Grandmothers’ e trabalho do ‘inventivo’ William Forsythe. Veja a programação completa. Espetáculo Dancing Grandmothers é um dos destaques desta quinta
Young-Mo Choe
A maratona de danças, performances e instalações da 11ª Bienal Sesc de Dança começa na noite desta quinta-feira (12), em Campinas (SP), com duas ações cênicas de destaque para recompensar a expectativa do público: instalações do norte-americano William Forsythe, reconhecido como um dos mais inventivos coreógrafos da cena atual; e Dancing Grandmothers (Avós Dançantes), da Coreia do Sul. Ambas ocorrem na instituição – veja abaixo detalhes da programação.
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O espetáculo da abertura, Dancing Grandmothers, é inédito no Brasil e conta com coreografia e direção de Eun-Me Ahn, conhecida como a “Pina Bausch de Seul”. A montagem reúne jovens bailarinos da companhia e dez senhoras, a maioria estreante.
Segundo a curadoria da Bienal, essa é uma das estreias de dança contemporânea no Brasil que atrai muita curiosidade por vir de um país modernizado, mas com histórico mais conservador e que tem raras manifestações artísticas em regiões como a América do Sul.
A ideia surgiu da observação de Ahn sobre a mãe, ao vê-la dançando na cozinha e perceber que os movimentos refletiam a história pessoal, além de uma página da história do país de origem.  
“A sociedade coreana é um pouco conservadora e o papel das mulheres dessa geração era principalmente cuidar da casa, fazer alguns bebês e criá-los. Essa geração é bastante excepcional quando você pensa em todas as mudanças que as pessoas viveram, como sobreviver à guerra da Coreia, experienciar a ditadura e ver a chegada da democracia”, ressalta a artista.
Movimento e consciência
Já a obra de William Forsythe funde conceitos de coreografia e artes visuais, com objetivo de instigar os visitantes a se movimentarem e a tomarem consciência sobre os próprios corpos.
Uma das ações do artista que estará nesta quinta-feira no Sesc é a Alignigung Nº 2 (2017), uma videoinstalação que apresenta uma coreografia na qual os dançarinos Riley Watts e Rauf “Rubberlegz” Yasit combinam os corpos em uma constelação atada.
Alignigung Nº2 é um dos destaques do 1º dia da Bienal de Dança
William Forsythe Alignigung
Além disso, poderá ser observada na unidade de Campinas a instalação Debut, (Abertura, São Paulo, 2019), recriada para a mostra na forma de um tapete de entrada, com uma instrução. No primeiro semestre deste ano, Forsythe apresentou a mostra Objetos Coreográficos, na qual 11 obras ocuparam diferentes espaços da unidade do Sesc Pompeia, na capital paulista.
Paralelamente, também ocorre desde a quarta-feira a residência Monumentos em Ação, realizada no Museu da Imagem e do Som (MIS) e que selecionará, até 16 de setembro, dez artistas locais para criar uma performance, a ser apresentada nos dias 19 e 20 na região central.
O conceito dela foi desenvolvido pela argentina Lucía Nacht, com propósito de expor os diversos pontos de vista que uma comunidade pode ter sobre um fato, e prioriza os participantes da região onde é assistida pelo público. A performance trabalha ainda com a ideia de “antimonumento”, em que os corpos dos bailarinos criam estruturas efêmeras e sensíveis para oposição ao concreto.
A Bienal
Pela terceira vez na cidade, Bienal Sesc de Dança segue até 22 de setembro com 43 apresentações divididas entre instalações, espetáculos e performances. Ela teve recorde de obras inscritas e, segundo a curadoria, deve propor este ano reflexões de temas atuais, como valorização de corpos marginalizados pela sociedade, e pode ser vista como “válvula de resistência” em meio à crise.
Abertura da Bienal
Alignigung Nº2/Debut – Instalações do coreógrafo norte-americano William Forsythe serão exibidas a partir das 18h. A mostra segue no Galpão do Sesc Campinas, de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; e de sábado e domingo, das 9h30 às 18h. Entrada gratuita;
Abertura: Dancing Grandmothers – Espetáculo de dança da Coreia do Sul, coreografado por Eun-Me Ahn. A apresentação será realizada no Galpão do Sesc Campinas, às 20h, e os ingressos variam entre R$ 12 (credencial plena), R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira);
Veja página especial sobre a 11ª Bienal de Dança.
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