Dono da Band relembra carreira de Boechat: ‘Junção única de qualidades’

Presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Carlos Saad compareceu, nesta segunda-feira 12, no velório do jornalista Ricardo Boechat, que morreu, aos 66 anos, em um acidente de helicóptero. Emocionado, Saad relembrou a trajetória do amigo, âncora do Jornal da Band desde 2006: “vamos seguir, honrar a história que ele nos deixou”.

O chefe da emissora acredita que Boechat treinou novas gerações, que manterão seu legado: “encaro tudo com muita tristeza, mas tendo a consciência de que tivemos o privilégio de conviver por muito tempo juntos. Há muita gente que ele veio treinando, uma molecada que veio ensinando, sempre inspirando e transformando”, declarou.

Saad descreveu o jornalista como uma “junção única de qualidades”.

“Vai fazer uma falta imensa. As qualidades que ele tinha são difíceis de estarem juntas: primeiro, a alma de repórter, com a capacidade de buscar a informação mais profunda e não se intimidar com ameaças e o tamanho do opositor. Além disso, ter coragem de fazer tudo isso e ainda ter bom humor”, disse.

Diversos colegas de TV Bandeirantes se mostraram incrédulos durante o velório de Boechat. “A gente se falava todo dia há doze anos, era uma pessoa espetacular”, declarou Fernando Mitre, diretor de jornalismo da emissora.

“Há doze anos, quando o Boechat assumiu a ancoragem do Jornal da Band e da rádio Band News, começou uma nova fase do jornalismo da Band e do Brasil. Era um jornalista completo, uma referência. Deu um novo modo de operar a ancoragem, absolutamente preciso na busca do fato. Era perfeccionista no modo de dimensionar o fato e exigia qualidade total no texto, sempre com uma postura crítica, cobrando de quem tinha a possibilidade do poder, esse era o Boechat jornalista. E como pessoa, era maravilhoso, perdi um grande amigo”, completou Mitre.

Ricardo Boechat era um dos jornalistas mais respeitados do país. Âncora do Jornal da Band, apresentador da BandNews FM e colunista da revista Istoé. Ele passou também, ao longo de sua carreira de quase cinco décadas no jornalismo, por jornais impressos de grande circulação, como O GloboO Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e O Dia. O piloto do helicóptero, Ronaldo Quattrucci, também morreu.


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