Descendente de escravos, idoso morre aos 113 anos em Mato Grosso


Ele era um dos quilombolas mais velhos do Brasil e de MT. Idoso teve mais de 18 filhos, 34 netos, 41 bisnetos e 17 tataranetos e 2 trisnetos. Antônio Mulato morreu aos 113 anos em Mato Grosso
José Medeiros
Descendente de escravos, Antônio Benedito da Conceição, mais conhecido como Antônio Mulato, morreu nesse sábado (15) aos 113 anos em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.
Mulato nasceu e morava na comunidade de Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento, a 42 km de Cuiabá.
Em três relacionamentos, ele teve mais de 18 filhos, 34 netos, 41 bisnetos e 17 tataranetos e 2 trisnetos.
Antônio Benedito da Conceição, mais conhecido como Antônio Mulato, morre aos 113 anos em Mato Grosso
José Medeiros
Segundo familiares, Mulato estava internado desde quarta-feira (12) no Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSMVG) com complicações renais. Ele não resistiu e morreu no final da tarde.
O velório é realizado desde a madrugada deste domingo (16) na Câmara Municipal de Vereadores de Nossa Senhora do Livramento
Marcelo Souza/TV Centro AMérica
O velório é realizado desde a madrugada deste domingo (16) na Câmara Municipal de Vereadores de Nossa Senhora do Livramento.
O corpo de Mulato deve ser velado até o início da tarde. A previsão é que o cortejo fúnebre saia entre 13h e 14h para o cemitério da Comunidade Mata Cavalo, mesmo lugar onde estão enterrados os pais dele e uma das mulheres que teve.
Antônio Benedito fez flexão durante a festa de aniversário de 110 anos.
Reprodução/ TVCA
História
A comunidade onde o idoso morava é ocupada por descendentes de escravos há mais de 120 anos. Esbanjando saúde, em festas de aniversário, o idoso mostrou que estava em boa forma e fez flexões para mostrar que ainda estava em forma.
Segundo a família, Mulato sempre comeu de tudo, mas não gostava dos alimentos enlatados. Os pratos favoritos dele nos últimos aniversários foram o cozidão [carne e mandioca ao molho], feijão com joelho de boi e farofa de banana.
O corpo de Mulato deve ser velado até o início da tarde em Nossa Senhora do Livramento
Marcelo Souza/TV Centro América
Antônio Mulato acordava cedo todos os dias e sentava na frente de casa para tomar um cálice de vinho branco. Outra bebida que não podia faltar na rotina era o guaraná ralado.
Sem saber ler e escrever, ele formou filhos professores, advogados e fazendeiros.
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