Contratações impactam orçamento, mas diretor do Fla diz que não precisa vender Paquetá

1534520918551.JPGEm meio às especulações sobre o possível destino de Lucas Paquetá, o diretor financeiro do Flamengo, Márcio Garotti, deixa claro que, embora a decisão sobre uma eventual venda seja do futebol e do atleta, o clube não precisa aceitar a primeira oferta que aparecer da Europa. Mesmo fora da convocação da seleção brasileira, já que Tite preservou atletas dos times que podem ir à final da Copa do Brasil, o meia é alvo de uma tentativa da diretoria de aumentar sua multa para segurá-lo por mais tempo na Gávea.

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– A decisão do Paquetá não cabe a mim. O Flamengo tem aumentado o seu poder de agregar jogadores ao seu plantel. E não mais necessidade de vender para cobrir buraco. Foram outros tempos. A diferença é se a gente vai poder investir mais ou menos. A decisão é muito mais sobre montar o time. Não é o financeiro que vai falar que precisa vender jogador, passou dessa fase – afirmou o executivo.

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Com multa de 50 milhões de euros – quase R$ 240 milhões pela cotação atual -, Paquetá tem 70% de seus direitos econômicos pertencentes ao Flamengo. O restante é do jogador e seus representantes, que abocanhariam mais de R$ 70 milhões com uma transferência desse porte. Sobraria ao Flamengo o que o clube ganhou com a venda de Vinicius Junior, cerca de R$ 170 milhões. Mas hoje o fluxo de caixa é controlado, segundo Garotti, mesmo com a balança comercial da entrada e saída de jogadores nesta temporada no negativo em R$ 16 milhões.

O clube não contabiliza neste balanço a venda de Vinicius Junior, que aconteceu ano passado, mesmo que a terceira parcela do valor pago pelo Real Madrid tenha caído na conta em junho deste ano. Nem conta com os R$ 46 milhões pagos por direitos econômicos de jogadores adquiridos nas temporadas anteriores. Apenas diminui das vendas de Vizeu, Jonas, Mancuello e Everton as entradas de Vitinho, Uribe, Piris e Dourado.

A balança é negativa. Tínhamos previsão que fosse positiva em R$ 5 milhões. Mas se gastou mais para contratar os reforços. Temos R$ 16 milhões negativos em relação a saída e entrada de jogadores este ano. Vinicius está fora da história. Porque ele tinha a recisão dele e comissões, apesar da parcela que caiu em janeiro – explicou Marcio Garotti.

COPA DO BRASIL PODE FAZER FALTA

Se a contratação de jogadores coube no orçamento – embora um reajuste seja votado no próximo dia 27 para adequar o fluxo de caixa com um empréstimo de R$ 22,5 milhões – a conquista de títulos é o que deixará o fim de temporada do Flamengo mais tranquilo. A projeção do clube era chegar até as quartas de final da Copa do Brasil e da Libertadores em termos de ganhos financeiros, mas como o time caiu na competição internacional, a ida para a decisão local é prerrogativa para as contas não se desequilibrarem. A premiação pela vaga na final é de R$ 20 milhões.

– Não tenho a passagem para a final da Copa do Brasil projetada. A Libertadores havíamos projetado as quartas de final. Mas estamos na semifinal da Copa do Brasil. Nessa readequação, coloquei alguns riscos que a gente tem e oportunidades. Se não entrar a final da Copa do Brasil, terei um problema. E vou ter que contar com outras coisas – analisou o diretor financeiro.

O clube contará, no empréstimo previsto, com R$ 14 milhões do contrato de 2019 da Adidas e R$ 7,4 milhões referentes a parcelas antecipadas da venda de Vizeu. Mesmo assim, o Flamengo se vê tranquilo por sua capacidade de captação de empréstimos no mercado. Desde 2015 o clube vem diminuindo sua dívida bancária. Em meio ao crescente investimento em CT, processos, plano de carreira, estrutura da sede e pagamento de tributos públicos, falta apenas o sonhado título de expressão.

– A fábrica do Flamengo é fazer títulos. Todo resto é apoio. A fábrica tem que produzir títulos. Para produzir qualquer produto tem que ter o melhor equipamento. Às vezes acerta e as vezes erra, não entro nesse mérito – finaliza o diretor de finanças Marcio Garotti.

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