Conselho de Ética arquiva processo sobre João Rodrigues; deputado chora


João Rodrigues (PSD-SC) foi condenado a 5 anos e 3 meses por fraude e dispensa irregular de licitação e chegou a ser preso. Após decisão do conselho, deputado se disse ‘aliviado’. O deputado João Rodrigues, nesta quarta-feira (11), durante a sessão do Conselho de Ética
Sara Resende/TV Globo
O Conselho de Ética da Câmara arquivou nesta quarta-feira (11) o processo disciplinar que apurava a conduta do deputado federal João Rodrigues (PSD-SC), preso em regime semiaberto.
A maioria do colegiado, 12 deputados, votou a favor do relatório de Ronaldo Lessa (PDT-AL) que sugeriu o arquivamento da ação argumentando que a suposta prática de crimes por Rodrigues teria sido cometida antes de esse assumir o mandato de deputado. Apenas um parlamentar se absteve, nenhum votou contra o arquivamento da representação.
Antes de sair o resultado da votação, Rodrigues discursou brevemente e chorou durante a fala.
Após a divulgação do resultado que o favoreceu, o deputado afirmou que ficou “muito aliviado”.
“A sensação é de alívio porque meus colegas deputados puderam se debruçar em cima de tudo que aconteceu, puderam avaliar que não cometi nenhum ato ilícito, não houve nenhum dano ao erário, não houve desvio de dinheiro. Não é possível que eu continue preso pagando por um crime que não pratiquei, que não ocorreu”, explicou Rodrigues.
Em fevereiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a execução imediata da pena de João Rodrigues, condenado a cinco anos e três meses de reclusão em regime semiaberto pelo Tribunal Regional Federal (TRF-4) por fraude e dispensa de licitação quando era prefeito de Pinhalzinho (SC).
Atualmente, mesmo preso, João Rodrigues frequenta a Câmara e exerce as atividades parlamentares. Isso acontece porque, em junho, o ministro do STF Luís Roberto Barroso autorizou o deputado a trabalhar durante o dia.
Com isso, em dias úteis, Rodrigues sai às 8h do Centro de Detenção Provisória da Papuda e vai para a Câmara dos Deputados, voltando para a unidade prisional, no máximo, às 19h30.
Ele informou que agora vai aguardar o julgamento pelo STF dos embargos do processo. Para Rodrigues, sua prisão não é “justa” com o país.
“Já se passaram cinco meses, cinco meses que estou preso. Agora se eu cometesse algum desvio que fosse, aí tem que ser admitido, mas não tem dano. Não há desvio, não há razão para eu estar preso, dormir todos os dias na Papuda. Não é justo, não só comigo, mas com o país, com o meu estado, com as pessoas que acreditam em mim”, concluiu o parlamentar em entrevista aos jornalistas.
Source: http://g1.globo.com/dynamo/sc/santa-catarina/rss2.xml

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