Conheça a lagartixa que pode parar as petroleiras na Argentina

A indústria petrolífera argentina está investindo pelo menos US$ 3.000 milhões na região de Vaca Muerta, na cidade de Añelo, no centro do país, nos próximos dois anos. Vaca Muerta é uma base de exploração de petróleo há pelo menos um século.

Mas o que as petroleiras que atuam na região não imaginavam é que o maior inimigo desses investimentos seria uma pequena lagartixa.

A espécie de lagarto Liolaemus cuyumhue foi descoberta em 2009 e existe apenas na região de Añelo, onde fica Vaca Muerta. A lagartixa selvagem está à beira da extinção.

Isso faz com que as indústrias petroleiras possam ter que adicionar medidas protetivas para a lagartixa no meio de seus protocolos.

Instituições como o Banco Mundial, por exemplo, só estariam aptas a fazer transferências de valores em moeda estrangeira, caso os regulamentos de proteção ambiental estabelecidos previamente sejam cumpridos.

A falta de dinheiro local pode afetar diretamente a proporção desses investimentos. A expectativa de lucro das petroleiras é de US$ 100.000 milhões, 97% a mais que o investido.

Em casos como esse, antes de iniciar os investimentos e o processo de extração do petróleo, as indústrias precisam apresentar um estudo de impacto ambiental.

O relatório foi apresentado, mas na época a espécie ainda não tinha sido descoberta, portanto, ela não constava no documento.

Grupos ambientalistas e de preservação da vida selvagem conseguiram com a existência do bichinho um forte argumento na luta contra as petroleiras.

Agora, eles podem acionar a justiça argentina e também instituições internacionais pedindo que o animal seja preservado.

O conflito, que visa preservar a lagartixa, pode afetar os investimentos que Añelo planeja fazer nos próximos 20 anos. De acordo com os planos divulgados pela cidade, seriam usados US$ 2.000 milhões em infraestrutura, incluindo novos bairros inteiros.

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