Cinco restaurantes para conhecer em Montmartre, em Paris

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PARIS – Há anos, o 11º e o 12º arrondissements, tranquilos, originalmente operários, na região leste de Paris, são os preferidos dos novos chefs da capital francesa. Por quê? Os apartamentos acessíveis garantem a clientela de jovens famintos desses restaurateurs, que também escolheram a área por causa do baixo aluguel dos espaços comerciais. Agora a história se repete em outro distrito antigo e cheio de tradição: Montmartre, 18º arrondissement, no topo da colina, mais conhecido pela basílica do Sagrado Coração e pelos artistas que moraram e trabalharam ali, como Toulouse-Lautrec, Utrillo e Modigliani, entre outros. Hoje em dia, a muvuca se concentra na parte de trás de La Butte (“o monte”), que é como o pessoal local chama esse ponto na área central do bairro. Ali, na encosta que dá para o norte, os parisienses novinhos com veia artística que preferem gastar com comida boa em vez de aluguel vêm lotando as novas casas, despojadas e com preços razoáveis, incluindo uma que acabou de receber uma estrela do guia Michelin.

L’Arcane

TRAVEL-TIMES-PARIS-RESTAURANTS-1_1679138.jpgCom exceção das miniesculturas à la Jeff Koons que enfeitam as mesas, esse estabelecimento de um ano e meio, situado em uma travessinha, é a cara de uma infinidade de outros restaurantes de nível médio que há na cidade. Quem mora ali perto, porém, sabe que o jovem chef Laurent Magnin tem um talento soberbo e fez da casa uma das maiores surpresas no momento. No início de fevereiro, ele ganhou uma estrela do Michelin, revelando assim um segredo bem guardado. Serve apenas um menu degustação aleatório, com vários pratos, mas respeita fobias e alergias. O rodízio é constante e inclui iguarias como o risoto preparado com caldo de vitela e guarnecido com lagostim, dourada grelhada com molho de amendoim e uma paella desconstruída tão bonita de se admirar quanto comer. Excelente custo-benefício. Aos sábados, aberto no almoço e jantar.

39 rue Lamarck, 18º arrondissement. restaurantlarcane.com

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Fichon

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Com fornecimento diário dos portos no Atlântico, Mar do Norte e Mediterrâneo, Paris, que não tem mar, é uma das melhores cidades para quem aprecia seus frutos. A pegadinha? O peixe do dia, fresquíssimo, geralmente sai bem caro. Isso explica por que esse restaurante de apenas um ano, situado em uma antiga casa de ferragens e reformado com elegância, faz tanto sucesso: seu cardápio pega leve na carteira. Comece com o hadoque defumado, as ostras bretãs ou o camarão com maionese caseira antes de partir para delícias como tartare de atum com arroz negro, repolho, rabanete e ovas de truta, vieiras com agrião, ricota, maçã verde e azeitonas pretas desidratadas ou polvo com amêijoas, brócolis e “poutargue” (ovas desidratadas). Ótima carta de cervejas artesanais e vinhos naturais.

98 rue Marcadet, 18º arrondissement. fichon.fr

Abattoir Végétal

O nome meio chocante desse bistrô vegetariano/vegano orgânico – “abattoir” significa “abatedouro” – se explica pelo fato de esse restaurante estiloso e bem-iluminado funcionar em um antigo açougue. O cardápio muda com frequência, incluindo opções como rolinhos de quinoa, batata doce e repolho roxo, blanquette de seitan (“carne” de glúten) com creme de gergelim e bolo de rosas e pistache.

61 rue Ramey, 18º arrondissement. facebook.com/abattoirvegetal

Le Cochon Gaulois

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Há um ditado francês que diz: “Tout est bon dans le cochon”, ou “Tudo que há no porco é bom”. Para comprovar, confira esse bistrô simpático que enaltece a suculência do porco francês nas preparações mais variadas, incluindo andouillette mille-feuille, orelha com laranja e coentro, “queijo de porco” (embutido feito com miúdos da cabeça) com alcaparra e cebolinha e barriga assada com frutas cítricas. Entre as opções não suínas, terrina de fígado de galinha, peixe do dia e pato. Os profiteroles com sorvete de creme e calda quente de chocolate são imperdíveis.

185 rue Marcadet, 18º arrondissement. lecochongaulois.com

Polissons

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Desde que abriu as portas, há mais de um ano, esse bistrô de inspiração locávora, moderno e atraente, com piso de madeira e móveis em estilo escandinavo, é uma das casas mais populares do bairro. O chef Romain Lamon e sua equipe trabalham em uma cozinha pequena aberta na parte de trás do salão, e o cardápio calcado em opções sazonais resulta em pratos de comida caseira em versões leves, criativas e substanciosas. Entre as delícias, ravióli recheado com gema e missô, bochecha de boi assada com purê de cenoura e limão e uma inovação em cima do crème brûlée, que chega à mesa com maçãs assadas e nozes pecãs trituradas.

35 rue Ramey, 18º arrondissement. polissons-restaurant.fr

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