Cientistas brasileiros reabrem laboratório latino-americano mais ao sul do planeta

O módulo Criosfera 1, o primeiro laboratório científico brasileiro instalado no interior da Antártica, será reaberto em 12 de dezembro após dois anos fechado. Localizado nas coordenadas 84°S, 79,5°W, a 2.500 quilômetros ao Sul da estação antártica brasileira Comandante Ferraz, o Criosfera 1 é uma avançada plataforma de pesquisas do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) voltada a investigações das mudanças da atmosfera, do clima e do gelo da Terra. Autossustentável, a plataforma usa apenas o sol e o vento para suprir toda a energia necessária aos equipamentos de pesquisa e a uma estação meteorológica.

Anualmente, desde que o módulo foi instalado, em dezembro de 2011, uma expedição de cientistas vai ao local para fazer reparos e ajustes necessários à continuidade das pesquisas, porém, em 2018, o grupo não obteve recursos financeiros para a expedição, e a Criosfera ficou fechada durante dois anos. Agora, graças a uma parceria com a Marinha do Brasil, por meio do Ministério da Defesa, quatro pesquisadores da UFRGS estão retornando à Antártica neste mês para colocar a plataforma em funcionamento novamente. Participam da missão os professores Jefferson Simões e Francisco Aquino e os técnicos Luiz Fernando Reis e Isaías Thoen.

O Criosfera 1 permite investigar as interações entre as massas de ar antárticas e do Brasil, avançando o conhecimento sobre as frentes frias (friagens) que afetam a produção agrícola. Os sensores do módulo também coletam dados de componentes químicos da atmosfera, permitindo medir a concentração do dióxido de carbono (CO2) atmosférico e investigar sinais de poluição global gerados pela atividade industrial e de mineração.

O módulo é uma ação conjunta da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e faz parte do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR)/Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM). O financiamento é do Ministério da Defesa, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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