Caso Marielle: Witzel diz que investigação da Polícia Civil e do MP têm que andar juntas

RIO – As relações entre o governo Wilson Witzel e o Ministério Público estão estremecidas quanto ao resultado da investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e o seu motorista Anderson Gomes. Nesta segunda-feira, após a recondução do procurador-geral, Eduardo Gussem, Witzel foi crítico ao citar sobre as duas apurações sobre o crime: uma da Delegacia de Homicídios da Capital (DH) e outra das promotoras que formam um grupo especial para o caso.

– Existe uma investigação que o MP está fazendo, posterior a da Polícia Civil. Parece-me que as duas têm que andar juntas. Se não for possível, a que estiver mais madura, com provas, que dê a resposta à sociedade. Uma investigação mais adiantada na polícia, que ela apresente logo o resultado. É bem melhor apresentar um resultado parcial de uma investigação, pois o inquérito pode ser cindido, e retomar a apuração com outros fatos. Estando a colheita de provas de forma madura, prepara-se um relatório e se oferta a denúncia – afirmou Witzel.

Gussem, por sua vez, disse que não há divergências:

– Sem dúvida, existem essas duas linhas. Na realidade, o crime organizado se alastra. Ele tem espectro muito grande e, neste sentido, num caso como o de Marielle Franco e Anderson Gomes, temos que nos cercar de todas as frentes. Neste sentido é que o Ministério Público fãs um levantamento de todos os inquéritos que tramitam já por aqui, fazendo um cruzamento com essas organizações criminosamente para poder deflagrar as possíveis ações penais – disse o procurador. Sem dúvida, existem essas duas linhas. Na realidade, o crime organizado se alastra. Ele tem espectro muito grande e, neste sentido, num caso como o de Marielle Franco e Anderson Gomes, temos que nos cercar de todas as frentes

Segundo Gussem, a Polícia Civil segue uma linha específica, enquanto o MP é mais abrangente.

– Elas necessariamente não são divergentes. Elas podem ser até convergentes. São linhas de investigação que podem desembocar na mesma resposta. A DH se debruça no episódio específico da Marielle. O inquérito da DH é relatado para o MP, que, se entender que diligências terão que ser feitas, o devolverá à polícia – concluiu.

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