Aumenta número de empregadores e trabalhadores por conta própria no ES

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Folha Vitória

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O percentual de empregadores e trabalhadores por conta própria registrados no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) aumentou no Espírito Santo em cinco anos. Em 2012, 25,5% dos ocupados nessas posições na ocupação estavam em empreendimentos registrados no CNPJ. Esse percentual avançou para 28,3% em 2017.

As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgadas nesta quinta-feira (08). A série histórica foi iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Ainda de acordo com a pesquisa, o registro no CNPJ era maior entre as mulheres quando comparadas aos homens no Estado. Em 2017, 30,2% das mulheres ocupadas como empregadoras ou trabalhadoras por conta própria tinham registro no CNPJ, enquanto esse número para os homens era de 27,5%.

A pesquisa ainda verificou que, no ano passado, 52,1% das pessoas ocupadas no setor privado no Espírito Santo, trabalhavam em empreendimentos com até 5 pessoas, considerados de pequeno porte, enquanto 25,4% trabalhavam em empreendimentos de grande porte, com mais de 50 pessoas. Em 2012, esses percentuais eram, respectivamente, de 48,2% e 27,5%.

A proporção de pessoas associadas à sindicatos caiu no Espírito Santo. De acordo com a pesquisa, em 2012, havia 2,651 milhões de pessoas ocupadas. Destas, 18,3% estavam associadas a algum sindicato. Em 2017, 13,4% das pessoas ocupadas, de um número total de 2,837 milhões, estavam associadas a algum sindicato. 

Nas cooperativas do Espírito Santo, o número de associados também registrou redução no período da pesquisa, mesmo com o aumento no número de ocupados no trabalho principal. Em 2012, eram 500 mil empregadores ou trabalhadores por conta própria. Em 2017, essa população somava 539 mil pessoas. Do total, 8,2% eram associados a cooperativa de trabalho ou produção em 2012, proporção que se reduziu para 6,0% em 2017.

Nacional

Em nível nacional, a taxa de sindicalização caiu de 14,9% em 2016 para 14,4% em 2017. O País tinha 13,1 milhões dos trabalhadores ocupados filiados a algum sindicato no ano passado, uma redução de 3,2% no contingente de associados em relação ao ano anterior. Em 2012, o porcentual de sindicalizados na população ocupada alcançava 16,2%. “A perda da carteira assinada que a gente teve nos últimos anos contribuiu muito para essa redução no número de sindicalizados”, disse Adriana Beringuy, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Desde o pico do trabalho formal, alcançado no primeiro trimestre de 2014, até o fim de 2017, houve uma perda de aproximadamente quatro milhões de vagas com carteira assinada. No ano passado, a região Norte teve a taxa mais baixa de associação a sindicato, 12,6%, enquanto a do Sul foi a mais alta, 16,2%. No total do País, a sindicalização foi maior entre os empregados do setor público, onde 27,3% dos 11,34 milhões de trabalhadores eram filiados a algum sindicato. Entre os 33,2 milhões de empregados no setor privado com carteira assinada, 19,2% eram associados a sindicato.

Entre os trabalhadores que atuavam por conta própria, a sindicalização alcançava apenas 8,6% em 2017. As taxas de sindicalização mais baixas ocorreram entre trabalhadores domésticos, 3,1%, e empregados do setor privado sem carteira de trabalho assinada, 5,1%. “Mesmo que no fim de 2017 a população ocupada tenha recuperado um pouquinho, não foi suficiente para reverter a tendência (de redução na sindicalização). Porque a população ocupada aumentou através do trabalho por conta própria e sem carteira assinada (no setor privado), que têm menores taxas de sindicalização”, completou Adriana.

Entre os grupamentos de atividade, a Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais tinha a maior taxa de sindicalização no ano passado, 23,6%. A menor foi a dos Serviços Domésticos, 3,1%. Em 2017, na população ocupada e sindicalizada, 22,3% eram trabalhadores sem instrução e ou não tinham concluído o ensino fundamental, enquanto 31,3% tinham terminado o ensino superior.

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