Ataque policial em universidade da Nicarágua deixa pelo menos 5 feridos

Estudantes disseram que foram atacados de maneira surpreendente pelas “forças combinadas” do governo enquanto o presidente Daniel Ortega realizava festa com agentes da polícia na cidade de Masaya Manágua, 14 jul (EFE).- Pelo menos cinco estudantes que estavam desde maio na Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua (Unam-Manágua) ficaram feridos, na sexta-feira, após um ataque armado de forças de segurança para expulsá-los do local, informaram seus líderes.
Os feridos são atendidos na paróquia Divina Misericórdia, perto da Unam-Manágua, para onde conseguiram escapar centenas de estudantes, de acordo com a informação.
Os universitários explicaram que foram atacados de maneira surpreendente pelas “forças combinadas” do governo enquanto o presidente Daniel Ortega realizava uma festa sandinista com agentes da polícia na cidade de Masaya, no sudeste do país.
Como em diferentes cidades da Nicarágua, as “forças combinadas”, compostas por policiais, paramilitares e grupos pró-governo, atacaram com armas de guerra a sede principal da Unam-Manágua, de acordo com denúncias dos estudantes.
“Os estudantes da UNAM #Nicaragua tinham aberto uma discussão dias atrás para uma desocupação espontânea e pacífica. A resposta que recebem: um ataque inadmissível. Queremos um cessar-fogo e a permissão da entrada da Comissão de Verificação e Segurança”, escreveu o secretário-executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Paulo Abrão, no Twitter.
Segundo Abrão, dentro da paróquia Divina Misericórdia estão três pessoas com sérias fraturas, acompanhados de sacerdotes, e que estão esperando, com ambulâncias, a autorização da entrada onde os feridos e jornalistas estão presos, “mas os disparos continuam impedindo a entrada”.
O governo tinha advertido anteriormente que as aulas deveriam ser restabelecidas na Unam-Manágua.
Os estudantes, que foram expulsos da universidade, utilizavam o campus como refúgio de manifestantes que temiam represálias das autoridades por protestarem contra Ortega.
O cardeal Leopoldo Brenes condenou e repudiou “os violentos ataques aos estudantes da Unam-Manágua por parte de policiais e paramilitares, que deixaram muitos feridos”.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório Regional para a América Central do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (EACDH) culparam o governo de Ortega por graves violações dos direitos humanos.
Os protestos contra Ortega e sua esposa, a vice-presidente Rosario Murillo, foram motivados por uma proposta de reforma da Previdência, que não prosperou, e se transformaram em um pedido de renúncia do líder, depois de 11 anos no poder, com acusações de abuso e corrupção. EFE
Source: http://g1.globo.com/dynamo/rss2.xml

Loading...