Assessor internacional de Bolsonaro fala em 'histeria' sobre OCDE

Gustavo Maia



BRASÍLIA – Diante da notícia de que o governo dos Estados Unidos se recusou a apoiar a proposta do Brasil de ingressar na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), como revelou a Bloomberg nesta quinta-feira, o chefe da Assessoria Internacional do presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins, criticou no Twitter o que classificou como “histeria” na imprensa e disse que não há fato novo”.



“Toda a histeria sobre a OCDE na imprensa revela o quão incompetentes e desinformadas são as pessoas que escrevem sobre política no Brasil. Não há fato novo. Os EUA estão cumprindo exatamente o que foi acordado em março e agindo de acordo com o cronograma estabelecido na ocasião”, escreveu.



A reportagem informou que o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, rejeitou um pedido para discutir mais ampliações do clube dos países mais ricos, de acordo com uma cópia de uma carta enviada ao secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, em 28 de agosto à qual a Bloomberg teve acesso. Ele acrescentou que Washington apoia as candidaturas de adesão de Argentina e Romênia.



Martins argumentou que a Argentina “enfrenta desafios conjunturais que tornam o início do processo de acessão emergencial”. Em grave crise econômica, o país vizinho terá eleições presidenciais no fim deste mês. Apoiado pelo governo Bolsonaro, o atual presidente, Mauricio Macri, deve ser derrotado nas urnas, de acordo com as pesquisas eleitorais.



“Por isso, Brasil e EUA concordaram com um cronograma que teria início com a Argentina.Trata-se de fato público e notório, omitido pela imprensa por incompetência ou desonestidade”, complementou o assessor da Presidência.

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