Após Ibope, Ciro tenta evitar que desânimo tome conta da campanha

a50b7277-449c-445f-9216-f9b864a43039.jpgRIO. Depois de cair para terceiro lugar na pesquisa Ibope divulgada na noite desta terça-feira e ver Fernando Haddad (PT) abrir oito pontos de vantagem sobre ele, o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, divulgou um vídeo, nas redes sociais, para tentar evitar que o desânimo tome conta de sua campanha.

Ele tentou minimizar o resultado do levantamento afirmando que, em 2014, a 13 dias da eleição, as pesquisas indicavam um segundo turno entre Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva, então no PSB. A disputa acabou sendo entre a petista e Aécio Neves (PSDB).

Para Ciro, a eleição ainda está em aberto:

— Vai ganhar aquele que tiver a militância mais aguerrida, mais entusiasmada, mais convencida das propostas do seu candidato.

O pedetista tenta se apresentar como o candidato do diálogo, uma opção para romper a polarização entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Ele tem elogiado pessoalmente Haddad, a quem apoiou na campanha à reeleição para a prefeitura de São Paulo, em 2016, mas diz que o petista não conhece o Brasil. Também tem repetido que o país não aguenta outro poste indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como a ex-presidente Dilma Rousseff.

Quanto à Bolsonaro, Ciro tem tachado o candidato do PSL de antidemocrático, mas está longe de fazer uma ofensiva como a do tucano Geraldo Alckmin, que tem usado sua propaganda no rádio e na TV para atacar o capitão.

Com temperamento explosivo, uma das preocupações de Ciro é evitar a imagem de agressivo e de descontrole.

Aliados do pedetista dizem confiar no crescimento de suas intenções de voto no Nordeste. Ciro também tenta atrair votos de centro, especialmente de Alckmin, se colocando como defensor de um projeto de centro-esquerda.

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