Amigo de PM acusado de matar Marielle, que foi preso com fuzis, tem crise de ansiedade em Bangu 1

RIO – Preso por agentes da Delegacia de Homicídios (DH) que encontraram 114 fuzis incompletos no apartamento onde morava, no Méier, na Zona Norte, Alexandre Motta de Souza passou mal na noirte deste sábado na adeia pública Laércio da Costa Pelegrino, Bangu 1, no Complexo de Gericinó. Segundo a Secretaria estadual de Assistência Penitenciária (Seap), Alexandre teve uma crise de ansiedade e precisou ser atendido de urgência. Após ser medicado com calmante, Alexandre voltou a para a cela.

Através de dados extraídos dos celulares, polícia acredita que Ronnie Lessa (esquerda) e Élcio Queiroz (direita) estiveram juntos no dia da morte de Marielle Reprodução

Alexandre Motta é amigo há 20 anos do sargento reformado da PM Ronnie Lessa, que seria dono do armamento e apontado como autor da morte de Marielle Franco. Lessa e o ex-policial militar Élcio Queiroz, acusado de dirigir o Cobalt prata usado no atentado à vereadora, também estão presos em Bangu 1 onde ficarão até haver definição sobre qual presídio federal fora do Estado do Rio eles serão levado, o que está a cargo do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Lessa e Queiroz também passaram por atendimento médico no presídio na noite de sábado. A medida faz parte do ingresso do preso ao sistema para regularizar medicações de uso contínuo.

Lessa deixou a DH de muletas Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Durante a transferência da DH para o presídio na tarde de sexta-feira, um fato chamou a atenção dos que estavam no local. O sargento reformado Ronnie Lessa deixou a sede da DH de muletas, sem a prótese que passou a usar desde que perdeu a perna esquerda num atentado a bomba em 2 de outubro de 2009. Os policiais civis explicaram que o fato foi para atender um pedido do próprio Ronnie.

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