Acordo automotivo entre Brasil e Paraguai prevê livre comércio imediato entre os dois países

BRASÍLIA – O acordo automotivo assinado entre Brasil e Paraguai durante a cúpula do Mercosul vai criar imediatamente um ambiente de livre comércio de produtos como veículos e autopeças entre os dois países. A parceria prevê que montadoras respeitem um percentual mínimo de uso de material regional na fabricação dos carros.

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O detalhamento das regras foi divulgado na noite desta sexta-feira pelo governo brasileiro, em nota conjunta do Ministério da Economia e do Ministério das Relações Exteriores. O acordo com o Paraguai foi assinado na quinta-feira em Bento Gonçalves pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e a ministra da Indústria e Comércio do Paraguai, Liz Cramer.

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De acordo com o comunicado, os produtos comercializados entre os dois países terão que ter um Índice de Conteúdo Regional (ICR) de ao menos 50%. Ou seja, de todas as peças utilizadas na fabricação, ao menos metade terá que ser de origem na região.

O Paraguai se comprometeu ainda a revisar sua política de importação de veículos usados. O detalhamento sobre essa ação só virá em uma etapa seguinte da negociação, no entanto.

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No comunicado, o governo destacou que o Paraguai é o único país do Mercosul com o qual o Brasil não tem acordo automotivo. Segundo a nota, a parceria vai conferir maior previsibilidade para os investimentos nos dois países. Em 2018, as trocas comerciais entre Brasil e Paraguai somaram US$ 763 milhões, o que equivale a 1,7% de todas as operações de compra e venda de produtos automotivos que o Brasil tem com todo o mundo (US$ 44,7 bilhões).

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